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Substituição da DIRF: Por que a maioria das empresas está preocupada com o fim da DIRF e por que isso pode custar caro

  • Foto do escritor: Nokware
    Nokware
  • 28 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura
Substituição da DIRF pelo eSocial/EFD-Reinf
Substituição da DIRF pelo eSocial/EFD-Reinf

Substituição da DIRF — A constatação que incomoda


Depois da live da Receita Federal do Brasil sobre o fim da DIRF, uma mensagem ficou clara: muitas empresas acreditam estar em dia,  mas na prática não foram além da guia de pagamento ou da folha mensal.


E pior: estudos técnicos mostram que o nível de conhecimento e preparo para o eSocial ainda é baixo. Por exemplo: uma pesquisa com profissionais contábeis revelou que “os profissionais não estão capacitados e nem preparados para a implantação do novo SPED / eSocial” em um município mineiro.


Ou seja: se os contadores e profissionais de DP não estão 100% prontos, imagine quantas empresas estão subestimando a complexidade da transição.

 


O que está por trás da extinção da DIRF e qual o risco real


  • O eSocial não foi criado para gerar guias — ele é uma declaração completa, que substitui obrigações como RAIS, CAGED, GFIP, DIRF, CAT, PPP.

  • Conferir apenas a guia ou a DARF é checagem de cobrança, não conferência de declaração.

  • O fisco agora cruza o que você declarou no eSocial com o que você paga, com atualidade, consistência e frequência mensal.

  • Se a empresa “pagou certo” mas “declarou errado” ou com atraso, o colaborador ou contratante pode acabar na malha fina — e isso estoura reputações, gera autuações e falhas de compliance.



A consequência para quem não se adequar à extinção da DIRF


Imagine: sua empresa acertando folha e encargos, mas com bases, rubricas ou classificações incorretas no eSocial. O fisco cruza os dados: o que o colaborador entregou na IRPF, o que foi retido, o que você declarou.


Pode ocorrer que você pague certo sobre bases erradas, e só vai descobrir quando o colaborador for chamado ou quando vier a autuação. O custo? Retificação, multa, desgaste da marca empregadora, bloqueio de benefícios, foco no controle — e cada mês de atraso só agrava. E com a substituição da DIRF — que era uma espécie de “último guarda-chuva” — esse ciclo de erro se torna ainda mais crítico.

 


Dados de mercado que acendem o alerta para o fim da DIRF


  • Pesquisa de 2019 indicou que profissionais contábeis estavam preocupados com a falta de compreensão da importância do eSocial por parte de empresários e gestores.


  • O desafio da mudança de cultura, comunicação entre setores (DP, contabilidade, TI) e a compreensão dos leiautes técnicos do eSocial foram destacados como barreiras claras.


    Ou seja: não é apenas “aprender uma nova obrigação” — é mudar rotinas, sistemáticas e controles.


  • Apesar de não achar dados públicos específicos sobre percentual de empresas que ignoram a extinção da DIRF, o comportamento legítima que há uma lacuna de entendimento que se reflete em risco.

 


O que você, gestor ou consultor, deve fazer hoje com a extinção da DIRF


  1. Avalie internamente: quantas empresas no seu portfólio ou sob sua responsabilidade fizeram auditoria da declaração do eSocial, rubricas, natureza dos eventos, integração entre folha/financeiro/controle?

  2. Checklist mínimo imediato:

    • Conferir se os eventos S-1200, S-1210, S-5002 (dependendo do leiaute) foram enviados para todos os colaboradores.

    • Validar rubricas de IRRF, férias, abonos, remunerações, natureza e classificação.

    • Verificar se desligamentos, admissões, alterações contratuais estão refletidas corretamente.

  3. Mapear sistemas e integração: se o ERP ou folha não suportam adequadamente o eSocial (ou a transição da DIRF), você tem um buraco de controle.

  4. Treinar equipes: DP, contabilidade, TI devem estar alinhados sobre o que mudou, o que importa e os prazos.

  5. Definir plano de contingência: se descobrir que há inconsistências, qual será a retificação, quem fará, em que prazo e como mitigar o risco de autuação?

 


Por que agora é urgente


Com o fim da DIRF e a entrada plena do modelo onde o eSocial/e-fluxos contínuos dominam:

  • O “tempo de respirar” entre o fato gerador, a declaração e o cruzamento diminuiu.

  • O fisco tem mais instrumentos de cruzamento em tempo ou quase-tempo real.

  • Empresas que começarem apenas quando o problema “aparecer” já estarão em desvantagem — e o dano pode ser muito maior do que uma simples retificação.



Em resumo


Se você ainda confere o eSocial apenas olhando para guias ou relatórios de pagamento, está deixando de conferir o que realmente importa: a declaratória completa, o cruzamento, a consistência, a integridade dos dados.


E com o fim da DIRF, não haverá espaço para corrigir ou disfarçar erros. A mudança é real, o risco é concreto — e a adequação não é opcional, é essencial para a sobrevivência fiscal da empresa. O momento de agir é agora.

 

 

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