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Fim da escala 6x1: Emenda Constitucional é Promulgada e Empresas têm 60 dias para se Adaptar

Foto do escritor: Nokware
Nokware
há 17 minutos
4 min de leitura

A transição para a jornada de 42 horas semanais e a escala 5x2 deve ser concluída até 15 de dezembro de 2026. A redução para 40 horas vem na sequência, em até 14 meses.


O fim da escala 6x1 deixou de ser proposta e virou lei. Nesta sexta-feira (16/10), o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional nº 141/2026, que extingue a escala de seis dias de trabalho por um de descanso e reduz gradualmente a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.


Com a promulgação, a contagem dos prazos de transição começou — e o tempo de adaptação para as empresas é curto.



O que a Emenda Constitucional estabelece?


O novo texto altera o artigo 7º da Constituição Federal e define:


  • Dois dias de descanso semanal remunerado — um deles, preferencialmente, aos domingos;

  • Redução gradual da jornada máxima semanal — de 44 para 42 horas e, depois, para 40 horas;

  • Manutenção do limite de 8 horas diárias, com possibilidade de compensação de horários por acordo ou convenção coletiva;

  • Sem redução salarial.



Linha do tempo da transição


16/10/2026 — Promulgação. A Emenda Constitucional nº 141/2026 é promulgada pelo Congresso Nacional. A publicação no Diário Oficial da União oficializa o texto definitivo.


Até 15/12/2026 — Primeira etapa (60 dias após a promulgação). As empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para 42 horas semanais, já com o direito a dois dias de descanso remunerado por semana.


Até dezembro de 2027 — Segunda etapa (14 meses após a promulgação). A jornada máxima passa de 42 para 40 horas semanais.


Durante o período de transição, acordo ou convenção coletiva poderá ampliar a jornada diária para acomodar as 42 horas semanais, desde que mantidos os dois dias de descanso.



O que muda na prática para as empresas?


A mudança alcança diretamente os setores que operam com escala 6x1 — comércio, alimentação, saúde, indústria e serviços —, mas os efeitos vão além da troca de escala:


Escalas e jornadas.

Todo contrato em escala 6x1 precisará migrar para 5x2, com dois dias de folga semanal e um deles preferencialmente aos domingos. Escalas de revezamento e jornadas compensadas também deverão ser revistas à luz dos novos limites.


Cálculo de horas e folha.

A redução de 44 para 42 horas altera parâmetros de cálculo de horas extras, adicionais e bancos de horas. Contratos com compensação em curso precisarão ser reavaliados.


Convenções e acordos coletivos.

Cláusulas de jornada deverão ser confrontadas com os novos limites constitucionais — e a negociação coletiva passa a ter papel central na acomodação das 42 horas semanais durante a transição.


Custos e organização.

Reduzir a jornada sem reduzir salário exige replanejamento de quadros, turnos e produtividade — quanto antes o impacto for mapeado, menor o risco de surpresas em dezembro.



O que o DP e o RH devem fazer agora?


Com a contagem já iniciada, o momento é de ação estruturada:


  1. Mapear os contratos impactados — identificar todos os colaboradores em escala 6x1, revezamento ou com compensação de horários em curso;

  2. Revisar convenções e acordos coletivos — verificar cláusulas de jornada e antecipar a negociação onde houver conflito com os novos limites;

  3. Simular o impacto na folha — projetar o efeito da redução para 42 horas sobre horas extras, adicionais e encargos;

  4. Planejar as novas escalas — desenhar a migração para 5x2 garantindo cobertura operacional e os dois descansos semanais;

  5. Preparar a comunicação interna — alinhar gestores e colaboradores sobre as novas regras e os prazos.



Como a Nokware apoia a transição?


Sua empresa pode contar com a Nokware em três frentes durante essa adaptação:


Adequação da folha: revisão de escalas, cálculos e parametrizações conforme os prazos oficiais, com aviso prévio antes de cada etapa.


Orientação técnica: apoio na configuração dos sistemas e na adequação dos processos de jornada aos novos limites.


Informação contínua: comunicação clara sobre cada marco da transição, da publicação à implementação.


E há mais por vir: em breve, vamos mostrar como a tecnologia com inteligência artificial pode apoiar sua empresa exatamente nessa gestão de transição. Acompanhe nossos canais.


Perguntas frequentes


A escala 6x1 acaba imediatamente?

Não. A transição é gradual: a escala 5x2 e a jornada de 42 horas devem estar implementadas até 15/12/2026, e as 40 horas semanais, em até 14 meses da promulgação.


As folgas precisam cair no sábado e no domingo?

Não necessariamente. A emenda constitucional garante dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. O termo "preferencialmente" estabelece uma diretriz, não uma obrigatoriedade — o que permite que empresas que operam continuamente, como saúde, segurança e alimentação, distribuam as folgas em outros dias da semana, conforme a organização de suas escalas.


A emenda precisou de sanção presidencial?

Não. Emendas Constitucionais são promulgadas diretamente pelo Congresso Nacional, sem passar pela sanção do presidente da República.


O salário dos trabalhadores será reduzido?

Não. A emenda veda expressamente a redução salarial em decorrência da diminuição da jornada.


A empresa pode negociar a forma de adaptação?

Sim. Durante a transição, acordo ou convenção coletiva poderá ampliar a jornada diária para acomodar as 42 horas semanais, desde que mantidos os dois dias de descanso remunerado.



Conclusão


A aprovação da PEC em 14/10 e a promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026 em 16/10 encerraram um ciclo que começou em 2019 — e abriram outro, de adaptação, com prazo definido: dezembro de 2026 para a primeira etapa. Quem começa agora o mapeamento de contratos, convenções e cálculos chega ao prazo com a operação ajustada e menos risco trabalhista.


A Nokware acompanha cada etapa dessa mudança e manterá este espaço atualizado com os desdobramentos da transição.

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